A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu que Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, morreu por estrangulamento. A informação foi confirmada nesta terça-feira (25). O crime aconteceu no último sábado (22), dentro da casa da vítima, em Confresa.
A nora dela, Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, confessou o crime e está presa.
Segundo a perícia, Maria também sofreu agressões na cabeça, mas os ferimentos provocados pelos golpes não foram a causa da morte.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Bruno Gomes, a suspeita atacou a sogra durante a manhã, quando ela havia saído de casa. Após a agressão, teria utilizado um fio para provocar o estrangulamento.
“Ela esperou a vítima sair de casa ao amanhecer, quando a pegou de surpresa, a golpeando na cabeça. Após ela cair ao solo, pegou um pedaço de fio para consumar o crime e evitar que a vítima gritasse”, afirmou o delegado.
A Polícia Militar foi acionada depois que vizinhos ouviram gritos de socorro na residência. Ao chegarem, os policiais encontraram o portão trancado e precisaram subir no muro para verificar a situação.
Segundo a polícia, Alessandra abriu o portão e informou que havia acontecido uma “tragédia” com a sogra. Maria foi encontrada caída dentro da residência. Um pedaço de madeira com marcas de sangue também foi apreendido.
Em depoimento, Alessandra afirmou que atacou a sogra e relatou o momento em que percebeu que ela havia parado de gritar.
“Quando eu fui pra cima dela, ela gritou, depois vi que ela não gritou mais. Aí eu entrei em desespero porque eu não sabia mais o que fazer”, disse.
A suspeita também afirmou que o marido ameaçava terminar o relacionamento. Segundo o depoimento, ela acreditava que a situação poderia fazer com que ele permanecesse ao lado dela.
A motivação e as demais circunstâncias do crime continuam sendo investigadas pela Polícia Civil. Alessandra permanece presa e informou que não possui advogado.
Maria Aparecida era ex-servidora pública municipal. Após a morte, a Prefeitura de Confresa decretou luto oficial de três dias e destacou o período em que ela trabalhou no serviço público.





