O pastor evangélico, Gilvan Barbosa de Souza, acusado de cometer abusos sexuais contra a enteada, de 14 anos, em 2015, foi absolvido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, na última terça-feira (02). O processo correu em segredo de Justiça.
Segundo a juíza, Sabrina Andrade Galdino Rodrigues, da 3ª Vara Criminal de Mirassol D’Oeste, não houve provas suficientes para comprovar o crime.
Na época, a garota relatou que os abusos aconteciam no quarto dela. O pastor aproveitava a ausência da esposa para cometer o crime. Ainda segundo a denúncia, o padrasto dopava a esposa e a enteada para os atos libidinosos contra a adolescente.
A menina denunciou os abusos para a mãe que não acreditou, devido a relação instável que a filha tinha com o padrasto, no entanto, a mulher passou a desconfiar que estava sendo dopada com algum medicamento e registrou a denúncia na delegacia. Apesar disso, o pastor não foi preso em flagrante e respondeu o processo em liberdade.
A decisão da juíza foi considerada depois da adolescente, em depoimento, dizer que não deseja mais falar sobre a situação vivenciada. Ela deixou a casa da mãe e mora com a avó em Sinop.

O Ministério Público recorreu da decisão que absolveu o pastor.
O advogado de defesa, Marcos Vinicius, se disse satisfeito com a decisão da juíza.
“Em nenhum momento existiu minimamente indícios de qualquer violência sexual contra a suposta vítima. Ao contrário disto, todo o contexto probatório foi contra as fantasiosas palavras daquela que se dizia vítima.”





