Durante as comemorações pelos 20 anos do Campus Sinop da UFMT, o vice-prefeito Paulinho Abreu defendeu a possibilidade de transformar a unidade em uma universidade federal independente.
Segundo Paulinho, a estrutura construída ao longo dos anos já permite discutir a emancipação do campus. Ele afirmou que a mudança poderia facilitar a criação de novos cursos e investimentos.
“Hoje, a UFMT Campus de Sinop se concretizou. São 20 anos já de história, de estruturação, e está preparada, sim, para uma emancipação, com certeza, para poder crescer ainda mais, ter uma independência para a criação de novos cursos, para a aplicação de recursos, desvinculando talvez uma certa burocracia que tem, estando vinculada ao campus da UFMT da sede, Cuiabá”, afirmou Paulinho.
O vice-prefeito citou como exemplo a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), que deixou de ser um campus da UFMT e se tornou uma universidade independente em 2018.
Segundo ele, a instituição de Rondonópolis passou de 19 para 39 cursos após a emancipação. Paulinho defendeu que Sinop também busque a criação de uma universidade própria.
“Um exemplo disso é Rondonópolis, que saiu de 19 cursos para 39 cursos após a emancipação da então Universidade, que hoje é referência. Nós também, após esses 20 anos de criação de cursos aqui na nossa cidade, temos, sim, o direito e o dever de cobrar e lutar por essa bandeira, que é a emancipação do campus, criando a Universidade Federal do Norte de Mato Grosso”, destacou.
O vice-reitor da UFR, Renato Wasques, também participou das comemorações e falou sobre a experiência de Rondonópolis.
“Nós lá de Rondonópolis, que também já fomos campus universitário da Universidade Federal de Mato Grosso, conquistamos a independência, a autonomia em 2018, e desde então temos trabalhado arduamente para expandir a oferta de novos cursos, a ampliação da infraestrutura e a consolidação da ciência e tecnologia em Mato Grosso”, explicou.
Renato afirmou que a UFR passou de 19 para 39 cursos de graduação e investiu cerca de R$ 86 milhões em novos prédios e laboratórios.
“A emancipação de Rondonópolis só nos trouxe benefícios. Para vocês terem uma ideia, quando éramos campus, tínhamos 19 cursos de graduação. Estamos passando agora para 39 cursos, 20 novos cursos em menos de uma década. E, nesse período de seis, sete anos, nós já investimos cerca de R$ 86 milhões em novos prédios, novos laboratórios, e também ampliamos a oferta de cursos de pós-graduação a nível de mestrado e doutorado”, ressaltou.
Para o vice-reitor, uma nova universidade federal em Sinop poderia ampliar o acesso ao ensino superior, à pesquisa e à inovação em Mato Grosso.
“Seria mais uma Universidade Federal para Mato Grosso, que é de dimensão continental. Um Estado tão grande, a gente precisa, sim, pensar nessa ampliação, em novas Universidades Federais, porque quem ganha é a população do nosso Estado”, afirmou.





