Prints mostram negociações de ex-funcionária investigada por desvio de R$ 100 mil em MT

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Prints de conversas pelo WhatsApp mostram como uma ex-funcionária de uma clínica odontológica de Cuiabá negociava tratamentos diretamente com pacientes e cobrava os pagamentos, segundo a Polícia Civil.

A mulher, de 31 anos, é investigada pela suspeita de desviar mais de R$ 100 mil da clínica. O caso é investigado na Operação Falso Sorriso.

Segundo a polícia, ela trabalhava na área administrativa e financeira da clínica e teria usado o acesso aos pacientes para oferecer procedimentos, descontos e formas de pagamento.

Em uma das conversas, uma paciente tenta cancelar um procedimento. A ex-funcionária oferece uma prótese e negocia o valor e a forma de pagamento.

De acordo com a investigação, os pagamentos eram direcionados para contas pessoais da suspeita, por meio de Pix, links, QR Codes e máquinas de cartão.

A polícia afirma que, depois de receber os valores, ela teria alterado registros da clínica para indicar que os pacientes estavam com os pagamentos em dia.

O caso foi descoberto depois que uma paciente procurou os donos da clínica e informou que havia feito um Pix diretamente para a conta pessoal da funcionária.

Inicialmente, os contratos investigados somavam mais de R$ 50 mil. Depois, a polícia passou a estimar que o prejuízo pode ultrapassar R$ 100 mil.

Mais de 15 possíveis vítimas já foram identificadas, segundo a Polícia Civil.

A investigação também aponta que a mulher teria continuado a cobrar pacientes mesmo depois de ser demitida por justa causa, apresentando-se como funcionária da clínica.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Celulares, computadores, máquinas de cartão e documentos foram recolhidos.

O material será analisado pelos investigadores para identificar novas vítimas, verificar a movimentação do dinheiro e calcular o prejuízo total.

Segundo a Polícia Civil, a mulher confessou os crimes durante o depoimento. A suspeita de que parte do dinheiro tenha sido usada em jogos de azar também está sendo investigada.

Ela deve ser indiciada por furto qualificado e estelionato. Até a última atualização, não havia sido presa e não tinha advogado constituído.