Durante o pequeno expediente da Câmara de Vereadores, o presidente da CPI das Águas, vereador Dilmair Callegaro (PL), utilizou a tribuna para esclarecer os trabalhos da comissão e reforçar que a investigação não será utilizada para fins políticos durante o período eleitoral.
Dilmair destacou que a prorrogação do contrato de concessão da Águas de Sinop por mais 10 anos, realizada em 2023, não foi uma decisão isolada do Executivo. Segundo ele, o processo contou com a participação da Câmara de Vereadores, entidades de classe e representantes da sociedade.

“Em relação à CPI das Águas, a gente tem que fazer justiça aqui. Realmente, o contrato foi prorrogado para mais 10 anos e essa prorrogação teve, inclusive, a participação dessa Casa, da sociedade e das entidades. (…) Ninguém aqui vai fazer política”, afirmou o vereador.
A revisão do contrato realizada naquele período resultou em mudanças voltadas principalmente à população de baixa renda. Entre os principais avanços, está a ampliação da Tarifa Social, que passou a considerar o consumo de até 20 metros cúbicos, além da criação da Tarifa Vulnerável, com desconto de até 63% na conta de água.
De acordo com dados divulgados pela Prefeitura, mais de 2,2 mil famílias já eram beneficiadas pela Tarifa Social em janeiro de 2025, enquanto outras 104 famílias estavam enquadradas na Tarifa Vulnerável.
O acordo também estabeleceu metas para a ampliação do esgotamento sanitário, incluindo a previsão de cobertura de 98% das residências até 2032.
À frente da CPI, Dilmair afirmou que os trabalhos terão continuidade, inclusive com apoio técnico e jurídico para garantir que os encaminhamentos sejam feitos de forma responsável.
“Falo aqui como presidente: nesse período eleitoral, ela não vai ser usada, mas vai continuar trabalhando, inclusive com a contratação de uma equipe jurídica para estar auxiliando e dando os encaminhamentos certos e justos. Não adianta vir fazer meia culpa no meio do caminho daquilo que eu mesmo fui o autor do pedido”, declarou Callegaro.





