STJ mantém afastamento de diretores de presídio em Sinop investigados por plano de atentado

Presídio Ferrugem, em Sinop
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta terça-feira (6), o pedido para que o diretor e o subdiretor da Penitenciária de Sinop, conhecida como “Ferrugem”, voltassem aos seus cargos. Os dois gestores permanecem afastados por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que os investiga por suspeita de envolvimento em um plano para atentar contra a vida de um juiz e por casos de tortura contra detentos.

A investigação começou após uma inspeção judicial na penitenciária em outubro de 2025. Segundo relatos, os diretores teriam combinado com um preso que ele deveria agredir o juiz durante a audiência, com a promessa de receber benefícios dentro do presídio. O juiz também relatou que seu carro foi seguido na estrada após deixar o local. Além desse episódio, a inspeção encontrou indícios de tortura sistemática, incluindo agressões, uso abusivo de spray de pimenta e até o uso de cães de ataque que feriram presos, deixando marcas de mordidas.

imagens mostram presos sendo torturados

Ao analisar o recurso dos diretores, a ministra do STJ Maria Thereza de Assis Moura decidiu manter o afastamento. Ela entendeu que as acusações são muito graves e que não há motivo para reverter a decisão cautelar do TJMT. Os servidores continuarão afastados até o julgamento final do processo, que segue no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.