João Ferreira da Silva, condenado pelo assassinato do garoto Bruno Aparecido dos Santos em 2005, foi morto a tiros na manhã desta quarta-feira (10), na Rua Colonizador Ênio Pipino, no bairro Santa Mônica, em Sinop. O ex-detento, que cumpria uma pena superior a 50 anos, foi executado pouco tempo após ganhar liberdade da Penitenciária Ferrugem, em uma ação que, segundo a polícia, aponta para um acerto de contas planejado.
O homicídio ocorreu por volta das 6h50, em frente a um hotel onde a vítima estava. Câmeras de segurança registraram a movimentação de dois suspeitos que monitoravam o local. Um deles, vestindo moletom e máscara, chegou a entrar na recepção antes do ataque. No momento em que João saiu do estabelecimento, foi abordado pelo segundo suspeito. As imagens mostram que o atirador rendeu a vítima e parou brevemente para conferir algo — possivelmente a identidade ou a tornozeleira eletrônica — antes de efetuar os disparos e fugir com o comparsa.
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Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas apenas constataram o óbito no local, onde a perícia encontrou diversas cápsulas deflagradas. A morte de João Ferreira encerra um capítulo sombrio da história policial da cidade. Ele foi o autor de um dos crimes mais chocantes de Sinop: a morte do menino Bruno, de apenas 9 anos, ocorrida em outubro de 2005. Na ocasião, a criança foi encontrada enterrada em uma cova rasa no quintal de João, despida e com as mãos amarradas.


A descoberta do crime, há 19 anos, só foi possível após João tentar violentar outro garoto, de 12 anos. A revolta popular foi tamanha na época que cerca de 500 pessoas tentaram invadir a delegacia para linchar o assassino, exigindo sua transferência imediata para Cuiabá.
Condenado em 2008 a 42 anos pelo homicídio e ocultação de cadáver, e posteriormente a mais 10 anos por atentado violento ao pudor, ele havia retornado ao convívio social recentemente.
A Polícia Civil e a Politec assumiram a investigação para identificar os autores da execução.





