STJ mantém condenação de empresária por perseguição a enteado de delegado em Cuiabá

Delegado armado invade casa de mulher à noite — Foto: Câmeras de segurança/Cedida
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação de uma empresária de Cuiabá por perseguição ao enteado do delegado Bruno França.

A mulher foi condenada pela Justiça de Mato Grosso, em setembro do ano passado, a nove meses de prisão em regime aberto.

O caso ganhou repercussão em 2022, quando o delegado Bruno França, acompanhado de policiais armados, entrou na casa da empresária, em um condomínio de luxo em Cuiabá. A ação foi registrada por câmeras de segurança.

Segundo a Polícia Civil, a entrada na casa ocorreu por causa de uma medida protetiva que determinava que a mulher mantivesse distância do adolescente, que tinha 13 anos na época.

A defesa da empresária recorreu ao STJ e questionou uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) relacionada ao Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).

A ministra responsável pelo caso entendeu que o TJMT não havia analisado a questão apresentada pela defesa da forma necessária. Como a defesa não apresentou um recurso específico para que o tribunal analisasse o ponto, o recurso ao STJ não foi aceito.

A condenação foi baseada em boletim de ocorrência, medida protetiva e depoimentos apresentados durante o processo.

Segundo a decisão do TJMT, a empresária teria feito abordagens intimidatórias, ofensas e ameaças contra o adolescente em diferentes locais, causando medo e insegurança.

A empresária foi presa em novembro de 2022, após ser acusada de descumprir a medida protetiva.

Na época, ela afirmou que o delegado apontou uma arma para a filha dela, de 4 anos, durante a ação.

O advogado da família disse que a empresária e ele não tinham sido informados sobre a medida protetiva e que só tomaram conhecimento da proibição no momento da prisão.

A decisão do STJ mantém a condenação aplicada pela Justiça de Mato Grosso.