A Justiça de Mato Grosso decidiu manter a prisão preventiva de Gabriel Dombski Welter, de 21 anos, acusado de provocar o acidente que resultou na morte de um menino de 4 anos em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. A decisão levou em consideração o histórico do motorista, que já havia sido autuado anteriormente por dirigir sob efeito de álcool e estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa no momento da colisão.
De acordo com o processo, registros do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) apontam que o jovem foi flagrado dirigindo alcoolizado em maio de 2025, quando o teste do bafômetro indicou 0,26 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. Como consequência, ele teve o direito de dirigir suspenso em abril de 2026.
Para o juiz responsável pelo caso, o fato de o investigado voltar a conduzir um veículo mesmo com a CNH suspensa — e novamente sob suspeita de embriaguez — demonstra um padrão de desrespeito às leis de trânsito e indica risco de reincidência.
Na decisão, o magistrado destacou que não se trata de um caso isolado, mas de uma conduta reiterada. Segundo ele, o motorista já havia sido advertido, multado e punido anteriormente, mas voltou a agir de forma semelhante, desta vez em um acidente grave que matou uma criança e deixou outras duas pessoas da mesma família feridas.
O juiz também ressaltou que a manutenção da prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e evitar novos riscos enquanto o processo segue em andamento.
O acidente
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da colisão, ocorrida no domingo (12), na Avenida Blumenau. O carro da família da vítima reduziu a velocidade próximo ao acostamento quando foi atingido na traseira por um veículo de luxo conduzido por Gabriel, que estaria em alta velocidade.
Com o impacto, o automóvel rodou na pista e foi arremessado por vários metros, enquanto a caminhonete atravessou o canteiro central antes de parar. A criança, identificada como Gabriel Gustavo dos Santos da Fontoura, sofreu traumatismo craniano e múltiplas fraturas, não resistindo aos ferimentos.
Após o acidente, o motorista se recusou a realizar o teste do bafômetro e foi encaminhado à delegacia, onde foi preso em flagrante. Posteriormente, durante audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva.
Em depoimento à Polícia Civil, ele afirmou não se lembrar da velocidade em que trafegava no momento do acidente e alegou dificuldades de visibilidade na via. A defesa informou que o jovem permaneceu no local após a colisão e está colaborando com as investigações.





