Ex-funcionária de uma lotérica em Sinop, Clarice Simon afirmou, em entrevista ao Fantástico, que operadores de caixa eram obrigados a pagar do próprio bolso por apostas rasuradas, bolões não vendidos e diferenças no caixa.
Segundo ela, a prática era rotina durante os quatro anos e meio em que trabalhou no local. “Se não vendesse o bolão, a gente tinha que pagar. Se faltasse no caixa ou o jogo saísse com erro, também”, relatou.
Clarice afirma ainda que não havia treinamento para cancelamento ou estorno de apostas, e que, quando questionava, era orientada a arcar com o prejuízo.
O caso ganhou repercussão após a disputa judicial envolvendo um bilhete da Mega-Sena premiado, registrado em agosto de 2023. De acordo com a ex-funcionária, o comprovante foi danificado pela máquina, refeito e o bilhete com defeito acabou sendo pago por ela, como ocorria em outros casos.
Dias depois, o bilhete foi conferido e identificado como premiado, dando início à disputa entre Clarice e o dono da lotérica sobre quem tem direito ao valor.
A ex-funcionária nega irregularidades e afirma que apenas seguiu práticas comuns no local. O caso ainda será decidido pela Justiça.





