A Justiça de Mato Grosso apura o furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, no valor de cerca de R$ 29 milhões, ocorrido em uma casa lotérica de Sinop em 2023. Nesta segunda-feira (29), o ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido da defesa para transferir o caso à Justiça Federal.
O prêmio total do concurso foi de R$ 116,2 milhões, dividido entre quatro apostas ganhadoras, sendo duas registradas em Sinop. Cada vencedor recebeu aproximadamente R$ 29 milhões.
De acordo com o processo, no dia do sorteio, uma funcionária da lotérica imprimiu um bilhete com defeito durante o atendimento a uma cliente. O jogo não cancelado foi guardado no cofre do estabelecimento. Em seguida, um novo bilhete com os mesmos números foi emitido e entregue à cliente, que acertou as dezenas sorteadas.
Ainda conforme os autos, após o resultado, a funcionária teria retirado o bilhete do cofre e, no dia seguinte, pediu demissão junto com o marido, alegando que ele seria um dos ganhadores. A ação foi registrada por câmeras de segurança.
Segundo a investigação, a coincidência de duas apostas vencedoras no mesmo local levantou suspeitas, levando os proprietários da lotérica a procurar a polícia. Um dos sócios relatou que entrou em contato com o casal e recebeu uma resposta considerada ameaçadora.
O Ministério Público denunciou a funcionária e o marido por furto qualificado por abuso de confiança.
O caso continua sendo investigado.





