Câmara cobra transparência e mais leitos no Hospital Regional de Sinop

Fonte: Marco Stamm
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A Câmara Municipal de Sinop cobrou mais transparência, ampliação no atendimento e diálogo na gestão do Hospital Regional durante agenda com deputados da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizada nesta terça-feira (9).

A visita, solicitada pelo Legislativo, incluiu reunião na Câmara e fiscalização no hospital, que agora é administrado por um consórcio regional formado por 16 municípios. No local, a nova direção informou que a unidade conta com cerca de 100 leitos em funcionamento, de um total de 150 — operando abaixo da capacidade.

Durante a inspeção, foram apontados problemas como déficit de 45 profissionais de enfermagem, leitos fechados para reforma, falta de equipamentos e necessidade de contratações emergenciais.

Vereadores relataram que a população cobra respostas sobre demora na regulação, falta de vagas e dificuldade de acesso ao hospital, enquanto pacientes seguem internados nas UPAs aguardando transferência. A unidade atende casos de média e alta complexidade e funciona com sistema de regulação do Estado.

O presidente da Câmara, Moisés do Jardim do Ouro, afirmou que a principal demanda é por acesso às informações. “Os vereadores são cobrados diariamente, mas não tinham dados para acompanhar a situação. A visita busca abrir esse diálogo e garantir respostas à população”, disse.

O secretário de Saúde de Sinop, Erico Stevan, também cobrou a abertura de mais leitos. Já a nova gestão informou que ainda está levantando dados sobre a estrutura e os contratos, após assumir recentemente a administração.

O diretor do hospital, Fábio Lago, reconheceu falhas no fluxo de pacientes e afirmou que a prioridade é reorganizar os processos internos para melhorar a rotatividade de leitos.

A equipe técnica também confirmou que os 18 leitos de ortopedia estão ocupados e que há carência de estrutura básica, como camas e equipamentos. Um processo seletivo foi aberto para contratação de profissionais, com previsão até o fim de julho.

O consórcio pediu prazo de 60 dias para apresentar um diagnóstico completo e propor melhorias. Deputados da Comissão de Saúde afirmaram que vão levar as demandas ao Governo do Estado e devem retornar a Sinop para acompanhar os avanços.