Os senadores de Mato Grosso — Wellington Fagundes (PL), Margareth Buzetti (PSD) e Jayme Campos (União Brasil) — assinaram o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O documento foi elaborado por parlamentares que alegam abuso de autoridade em decisões tomadas por Moraes, especialmente relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O pedido ganhou força após o ministro determinar medidas como prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica contra Bolsonaro, no inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado. Os senadores que assinaram o requerimento afirmam que Moraes teria ultrapassado os limites constitucionais.
Wellington Fagundes foi o primeiro a assinar, no dia 3 de agosto. Margareth Buzetti aderiu no dia 5 e declarou que “ninguém está acima da lei”. Jayme Campos também assinou no mesmo dia, afirmando que sua decisão foi tomada de forma “consciente e responsável”.
Segundo o site “Votos Senadores”, 38 parlamentares já assinaram o pedido, que precisa de 41 assinaturas para ser formalmente protocolado no Senado. Para que o processo avance, serão necessários ao menos 54 votos no plenário.
O pedido de impeachment ainda depende de decisão do presidente do Senado, que avalia se dará andamento à solicitação. Até o momento, não há definição sobre a tramitação.
O movimento tem apoio de setores políticos ligados ao ex-presidente Bolsonaro e também repercutiu entre parlamentares estaduais, como o deputado Elizeu Nascimento (PL), que elogiou a posição dos senadores de Mato Grosso.





