O Ministério da Agricultura anunciou nesta terça-feira (11) a demissão de Neri Geller, então secretário de Política Agrícola, após uma série de controvérsias em torno do leilão internacional de compra de arroz.
O leilão, promovido pelo governo federal, tinha como objetivo adquirir 263,7 mil toneladas de arroz importado para evitar a alta dos preços, especialmente diante das perdas enfrentadas no Rio Grande do Sul.
Entretanto, o processo foi alvo de denúncias de que as empresas vencedoras não eram do ramo e não tinham capacidade para entregar o arroz. As suspeitas levantaram questionamentos sobre a ligação de Neri Geller com uma das corretoras em Mato Grosso envolvidas no leilão. Geller, ex-deputado federal de MT, também indicou o diretor de Abastecimento da Conab, Thiago dos Santos, responsável pelo leilão.
O presidente da Conab, Edegar Pretto, afirmou que fará uma avaliação em relação à permanência de Thiago Santos no cargo.
Durante o anúncio da saída de Geller, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, negou irregularidades e afirmou que o cargo foi entregue voluntariamente. “Hoje pela manhã, o secretário Neri Geller me comunicou, fez ponderação, quando filho dele estabeleceu sociedade com esta corretora do Mato Grosso, ele não era secretário de Política Agrícola”.
Geller foi nomeado em dezembro secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.
Ele ganhou o cargo após reverter uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impedia de ocupar cargos públicos em razão de uma condenação, que cassou seu mandato de deputado federal.





