A Polícia Civil prendeu um advogado e dois homens em Sinop durante a Operação Veredicto, realizada na última terça-feira (19). Os suspeitos foram alvos de mandados de prisão pelas mortes de dois de 22 anos, de 26 anos, em abril de 2022.
Segundo a polícia, as vítimas foram confundidas com integrantes de uma facção criminosa. A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso revelou que houve um “tribunal do crime”, onde os acusados acreditavam que os jovens eram membros de uma facção rival.

O advogado também é alvo da Operação Gravatas, sob suspeita de repassar dados a chefes de organizações criminosas. Ele é apontado como líder do esquema e já estava detido no batalhão da Força Tática da Polícia Militar em Sinop.

As investigações indicam que as vítimas foram sequestradas, amarradas em uma mata próxima à Itanhangá, e submetidas a uma videochamada com líderes da facção para decidir sobre sua morte. O advogado teria colaborado com o veredito, fornecendo informações sobre as passagens criminais das vítimas.
Riquelme e Joel foram mortos em um local de mata entre Tapurah e Itanhangá. Cinco pessoas foram presas e dois adolescentes foram apreendidos por suspeita de participação no crime. O delegado responsável pelo caso afirmou que as vítimas não tinham envolvimento com grupos criminosos.
As investigações tiveram início em abril de 2022, quando colegas de trabalho das vítimas relataram seu desaparecimento. Os corpos foram encontrados decapitados e em estado de decomposição, com mãos e pés amarrados. A Polícia Civil segue investigando o caso.





