O prefeito Roberto Dorner (Republicanos) corre o risco de enfrentar seu último ano de mandato sem a maioria na câmara municipal. A base de apoio à sua gestão na câmara enfraqueceu com as declarações do Partido Liberal (PL) e do União Brasil, ambos fazendo parte da coalizão que sustentava Dorner no legislativo.
Atualmente, a atual gestão conta com uma maioria fixa, estável e segura na câmara, composta por 10 vereadores da base, dos quais 3 são do PL, incluindo o presidente da câmara, Paulinho Abreu, e de seu ex-líder legislativo, Celio Garcia (União), que renunciou ao cargo em dezembro do ano passado.

Dias atrás, em entrevista, a líder do PL, Rosana Martinelli, afirmou que os vereadores do partido deverão seguir o diretório que se posicionou em oposição à atual gestão. No entanto, a mudança do cenário político não está sendo encarada da mesma forma pelo presidente da câmara, Paulinho Abreu, que, nesta quarta-feira (31), declarou: “Pelo menos eu, como presidente da câmara, manterei o mesmo posicionamento. A partir da janela partidária, seguiremos o partido, seja com candidato ou não, decidiremos se permaneceremos na legenda ou não, e isso definirá nossa postura.”
No entanto, outros vereadores do PL tiveram visões diferentes sobre o assunto. Por telefone, o vereador Moisés do Jardim do Ouro (PL) afirmou que seguirá a decisão do partido.

Toninho Bernades, também do PL, em entrevista, mesmo com a afirmação da líder do PL, Rosana Martinelli, afirmou: “Vamos esperar ver o que vai acontecer. Acredito eu que nessas conversações o PL não lançará candidato à prefeitura de Sinop”.

União Brasil
Celio Garcia, vereador pelo União Brasil, agora com Dilmar Dal Bosco como pré-candidato a prefeito, afirmou cautela: “Ele é um parceiro de longa data, vamos ver o que acontece”. Ele ressaltou que “em nenhum momento a gente sentou para conversar sobre esse projeto do parlamentar, e existem convites para ir a outro partido, tudo isso vamos analisar a partir de agora”. Quanto à transição de ser líder do prefeito para a oposição, ele afirmou: “Sempre defendi projetos.”

Para manter esses vereadores na base aliada e aprovar projetos de interesse, a atual gestão está atualmente articulando esforços. O objetivo, segundo interlocutores, é ter o apoio majoritário, principalmente neste ano eleitoral. As janelas partidárias ocorrem de 5 de março a 3 de abril de 2024 e permitem mudanças de partido sem a perda de mandato.





