Em entrevista à Rádio Joven Pan, na manhã desta quarta-feira (10), a secretária de Governo e Gestão Estratégica Faira Strapazzon do governo Roberto Dorner, voltou a defender a terceirização da gestão da Saúde em Sinop.
Questionada pela jornalista Karine Bonatto, sobre a operação que apura uma suposta organização criminosa na gestão da Saúde do município, ela disse que a terceirização é uma medida necessária e afirmou que ‘não é possível sobreviver sem’.
“’Nós precisamos e não vamos sobreviver sem. Então é uma necessidade é assim que eu vejo e entendo. E se ela é uma necessidade, nós precisamos aprender a trabalhar com ela”
A terceirização da Saúde em Sinop foi uma medida de Roberto Dorner para gerir a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), policlínica Menino Jesus e diversas unidades de saúde. Em outubro do ano passado, a Justiça de Mato Grosso determinou o fim do contrato do município com o instituto responsável pela gestão. Ao todo, a operação Cartão Postal cumpriu 36 mandados de busca e apreensão e o bloqueou R$ 87,4 milhões em contas e bens.
Sem citar diretamente a investigação, Faira respondeu “Nós precisamos identificar as lacunas no decorrer da gestão e melhorar esse processo para que busquemos ao máximo assertividade. Nem sempre conseguimos encontrar dentro do processo seletivo ou de uma contratação a melhor pessoa ou perfil para aquela atuação.”
Em novembro, Roberto Dorner determinou a contratação de uma nova OSS para gerir as unidades de Saúde em Sinop, com valor fixado em R$ 33 milhões por 180 dias.





