O prefeito Roberto Dorner (Republicanos) voltou a afirmar, nesta quinta-feira (26) em entrevista à TV Super Sinop, que não pode fiscalizar os contratos do município com o IGGP (Instituto de Gestão de Políticas Pública) na terceirização de serviços na gestão da Saúde do município.
“Como é que eu vou dizer para você, o que eu falo para você? O que eu posso fiscalizar coisas fora? Não posso e ninguém fiscaliza, você sabe que ninguém fiscaliza, as empresas quando fazem alguma coisa fora, você não sabe de nada, aí aparece sozinha para licitar, mas eu vou tocar agora, 30 dias, 40 dias, mesmo que o juiz dê a validade, eu vou tocar para fazer o encontro de contas para ver se realmente gasta esse valor, porque eu acho também bastante”, disse sobre as denúncias de corrupção investigadas na operação Cartão-Postal.
Questionado sobre manter no cargo o procurador-geral da prefeitura, Ivan Schneider, mesmo sendo investigado no esquema de corrupção, o prefeito respondeu: “Eu acho assim, se o procurador está trabalhando bem no meu ponto de vista, porque eu vou tirar ele e botar outro? Por quê? Me diz onde ele errou, não tem problema nenhum”.
Roberto Dorner, no entanto, afirma que “a validação quem fez das empresas foi a Daniela, secretária, e o procurador, procurador e mais outro que deu o parecer, outro advogado, no ponto de vista meu, o juiz ficou preocupado em validar, recentemente essa empresa renovou duas vezes o contrato, porque que não fizeram licitação? Porque teve uma briga lá atrás, então, tudo isso nós temos que respeitar tempo, prazo”.
Reeleição
O prefeito Roberto Dorner negou as informações de que sua gestão teria mudado de direção política e estaria se alinhando com o PT (Partido dos Trabalhadores). No início deste mês, o professor Roberto Arruda, ex-candidato a prefeito de Sinop, ao anunciar sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores, afirmou que o diretório do partido ocupa cargos na prefeitura.
“Não existe possibilidade nenhuma, nós não somos dessa turma, então como falam, não fico aqui falando mal de presidente, nem do próprio partido do PT, mas eu não sou desse lado”, disse o prefeito.
Ataques à Martini
Ao ser questionado sobre a promessa da doação dos salários de prefeito e do vice-prefeito Dalton Martini (PL) para entidades, na campanha eleitoral de 2020, Dorner fez duras críticas ao empresário, demitido da Secretaria de Obras, 8 meses após o início da gestão.
“Está lá, não mexi em nada, graças a Deus não precisei mexer em nada, porque eu prometi não é meu, agora, quanto ao salário do vice eu não sei, não sei dizer onde ele está botando, só sei que ele não trabalha, não trabalha, nunca trabalhou”. O prefeito declarou ainda que não demitiu Martini do cargo. “Ele pediu para sair, porque ele não trabalhava, quem botou lá não trabalhava, então eu pedi para tirar esse povo, troca, até mandei, troca lá, bota umas pessoas que trabalham, mas não quis, daí começou, bateu eu em rádio, TV”.
Aliados políticos
O prefeito Roberto Dorner afirmou que o governador Mauro Mendes (União Brasil) sinalizou apoio à candidatura para reeleição na prefeitura de Sinop do ano que vem e espera a posição do MDB (Movimento Democrático do Brasil). O gestor ainda criticou alianças políticas de partidos para a disputa eleitoral.
“O governador sinalizou de nos ajudar, de ficar junto conosco na campanha, porque a gente até apoiou ele na época, e o MDB ainda está esperando né, a Rosana está se assanhando, ela se juntou com o Dalton, mas assim, a política nem começou, vai começar ano que vem, lá por março, abril, vai começar definir o quadro, então, esse negócio de estar chamando pra cá, prometendo isso, fazendo aquilo, chamando para partido, isso aí, na minha opinião, pouco resolve, a gente sabe que até o apagar das luzes, tem muita coisa pra acontecer”.





