Criança que morreu na UPA teve o pulmão perfurado durante procedimento; diz delegado

Manuella Tecchio morreu durante atendimento na UPA - arquivo da família
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O delegado Ugo Mendonça, responsável pela investigação da morte de Manuella Tecchio, de 3 anos, em março deste ano, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), disse que a criança teve o pulmão perfurado durante o procedimento médico. O inquérito policial indiciou os dois médicos responsáveis pelo atendimento por homicídio culposo.

Conforme a investigação, a menina deu entrada na UPA com tosse e febre. A médica avaliou a paciente e deu alta hospitalar, no entanto, no dia seguinte, em novo atendimento, foi descoberto, através de exame de raio X, que o pulmão da criança estava comprometido.

Imagem mostra criança respirando com ajuda de aparelhos na sala de atendimento da UPA – reprodução

Os médicos apontaram que Manuella morreu de pneumonia e sepse grave, no entanto, o resultado das análises da exumação do corpo da criança apontou que a causa da morte foi por pneumotórax hipertensivo e choque hipovolêmico, decorrente de grande perda de sangue.

“A causa da morte real foi em razão do procedimento, acabou ocorrendo a perfuração do pulmão da criança, em razão disso, ela entrou em choque, é mais ou menos quando alguém leva um tiro ou uma facada no pulmão, ocorre uma situação pneumotórax”. Disse o delegado.

Durante a investigação, 11 pessoas foram interrogadas.

O caso poderá ser levado a Justiça.