Sob gritos e vaias, comunidade rejeita proposta de escola militar em MT

Professora impede que oficial da PM apresente projeto de militarização de escola em MT - reprodução
Espaço Patrocinado

Uma comunidade escolar, em Várzea Grande, rejeitou a proposta da SEDUC (Secretaria Estadual de Educação), ontem (23), de militarizar a Escola Estadual Adalgisa de Barros. Vídeos divulgados na internet mostram a votação tumultuada.

Pais, alunos, professores e autoridades foram convidados para audiência pública. No entanto, a proposta não pode ser apresentada.

Em vídeo, o tenente-coronel, Wellington Prado, aparece sendo hostilizado por uma mulher.

Professora impediu apresentação de projeto da PM em escola estadual – reprodução

Devido ao tumulto, a votação ocorreu por aclamação e rejeitada pelos presentes. Logo após, a Polícia Militar deixou o local sob vaias da comunidade escolar.

Participaram da audiência os deputados Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT) e Elizeu Nascimento (PL). Além de representantes do Sintep-MT (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública).

 

Repercussão 

Em nota, o Secretário de Estado de Educação, Alan Porto, lamentou o ocorrido.

“O que vimos foram cenas lamentáveis de provocação e desordem, coordenadas por representantes do SINTEP, que não esconderam seus rostos em atitudes reprováveis”.

O comandante-geral da PM, coronel Alexandre Côrrea, criticou duramente a ação dos professores e afirmou que as medidas legais serão tomadas.

“A PM-MT repudia o tratamento desses tristes personagens que aviltaram profissionais da segurança pública que estavam presentes para servir. Informa que todas as medidas legais serão acionadas contra esses atores que, sob pretexto de educar, com suas atitudes ontem, mais corrompem que educam”.