A terceira fase da Operação Pentágono cumpriu 27 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão, além do bloqueio de 40 contas bancárias de investigados por envolvimento no roubo a uma transportadora de valores, na modalidade “domínio de cidades”, em abril de 2023, em Confresa. Na ocasião, o quartel da Polícia Militar foi invadido e o prédio incendiado.
Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças e cumpridos nos estados de São Paulo, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte e Pará.
Segundo a Polícia Civil, o caso é apontado como o maior crime patrimonial da história de Mato Grosso, com participação de pelo menos 50 pessoas.
As investigações indicaram atuação interestadual da organização, com divisão de tarefas. O grupo era estruturado em seis núcleos: comando e financeiro; planejamento e logística; execução; apoio no Pará; apoio no Tocantins; e locação veicular, responsável pelo suporte na fuga.
O comandante do Bope, tenente-coronel Rodolfo César Morotti Fernandes, explicou que o “domínio de cidades” é uma evolução do novo cangaço, com maior uso de recursos e número de criminosos. Segundo ele, a ação busca dominar a cidade para impedir reação das forças de segurança e garantir a execução do crime.
De acordo com o comandante, a principal diferença entre o novo cangaço e o domínio de cidades está na intensidade da ação, na quantidade de envolvidos e na tentativa de impedir qualquer resposta das forças policiais.
No dia 9 de abril de 2023, cerca de 20 criminosos armados sitiaram Confresa, a 1.050 km de Cuiabá.
Parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu policiais e incendiou o prédio. Ao mesmo tempo, outros integrantes destruíram veículos e imóveis.
O alvo era a transportadora de valores. Com uso de explosivos de alta potência, os criminosos tentaram arrombar o cofre, mas não conseguiram e fugiram, abandonando veículos e parte do material utilizado.




