Um advogado envolvido em um esquema de repasse de dados a chefes de uma organização criminosa renunciou à Comissão de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Sinop. Roberto Luís de Oliveira, condenado em março de 2024, havia sido nomeado para o cargo na quarta-feira (26), mas pediu renúncia no dia seguinte, após a imprensa relembrar o envolvimento dele no caso. A decisão foi divulgada pela OAB na sexta-feira (28).
Em nota, a entidade afirmou que o advogado cumpria os requisitos para assumir a comissão e que sua condenação ainda não foi julgada em última instância, mantendo sua presunção de inocência. No entanto, diante da repercussão negativa, ele optou por renunciar. A OAB aceitou o pedido e destacou que nomeações podem ser revogadas caso não atendam aos critérios legais.
Operação Gravatas
O caso está ligado à Operação Gravatas, deflagrada em 2023, que investigou advogados suspeitos de atuar em favor de uma facção criminosa. Na época, Roberto e outros cinco investigados foram presos.





