Justiça mantém prisão de advogados e policial militar por associação com organização criminosa em MT

advogados detidos na operação Gravatas (foto: reprodução)
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A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva de três advogados e um policial militar suspeitos de repassar informações a chefes de organizações criminosas. Eles foram detidos ontem (12) durante a Operação Gravatas deflagrada pela Polícia Civil em Cuiabá e Sinop.

Segundo a investigação, os advogados, com apoio de um policial militar, facilitavam a comunicação entre líderes criminosos presos e membros de uma organização criminosa, além de repassarem informações policiais.

Preparativos da Operação Gravatas em Sinop (foto: Bom Dia MT)

Durante a operação, foram cumpridas prisões e buscas, com apreensão de cerca de R$ 100 mil em uma casa de luxo em Sinop.

casa de luxo alvo da operação em Sinop (foto: Polícia Civil)

Os advogados Hingritty Borges Mingotti e Tallis de Lara Evangelista tiveram suas prisões mantidas pela 7º Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.

Tallis de Lara Evangelista e Hingritty Borges Mingotti, advogados detidos durante operação Gravatas (montagem)

Já o advogado Roberto Luís de Oliveira, apontado como suposto chefe do esquema, e o policial militar Leonardo Qualio tiveram suas prisões preventivas mantidas pela Justiça de Sinop.

Advogado Roberto Luís de Oliveira tem prisão mantida após audiência de custódia (foto: divulgação)

A advogada Jéssica Daiane Maróstica teve sua prisão preventiva convertida em domiciliar, acompanhada de medidas cautelares.

Advogada Jéssica Daiane Maróstica tem prisão domiciliar decretada (foto: reprodução)

Em nota, a Ordem dos Advogados (OAB) informou queacompanhou as buscas e prisões para garantir a observância das prerrogativas, sem acesso ao mérito dos processos. A Polícia Militar está investigando possíveis infrações disciplinares cometidas pelo agente.

Policiais civis em ação durante operação em Sinop (foto: Bom Dia MT)

As equipes também fizeram o levantamento do número de pessoas que a banca de advogados defendeu nos últimos dois anos, sendo que um dos advogados representou 205 clientes, dos quais 168 eram ligados a uma facção criminosa envolvida em tráfico de drogas, roubos e homicídios.