Líderes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no norte de Mato Grosso afirmaram que Emanuel Pinheiro, do MDB, não mantém contato partidário significativo, nem tem contribuído positivamente para o partido ou para o estado. As declarações ocorrem após o emedebista ser alvo de uma série de investigações que apuram desvios estimados em R$ 1,2 bilhão de recursos públicos
Nesta quinta-feira (07), a vice-presidente estadual do partido, deputada estadual Janaina Riva, afirmou que o MDB em MT não mantém contato partidário com Emanuel. “Ele faz parte do partido, mas faz muitos anos que o diretório estadual já não o considera mais parte do MDB Mato Grosso”, disse a deputada.

“Não posso falar pelo partido porque não reunimos para deliberar, mas, por mim, ele usa do MDB nacional para se fortalecer politicamente, mas não agrega nada para Mato Grosso. Se dependesse de mim, ele já estaria fora do MDB”, completou Janaina Riva.
Pedro Serafini, presidente do MDB em Sinop, foi contatado para comentar sobre as acusações contra Emanuel Pinheiro, que tem conexões com a prefeitura de Sinop através da Operação Cartão Postal.

Pedro Serafini afirmou que o partido em Sinop não tem contato direto com Emanuel e que há uma separação com o diretório estadual do MDB. Segundo ele, apesar das acusações, o apoio do partido à reeleição de Roberto Dorner (Republicanos) não será afetado.
Emanuel Pinheiro permaneceu afastado do cargo desde a última segunda-feira (04), após o TJMT acatar as denúncias do MP. Nesta quinta-feira (07), o Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), atendeu ao pedido da defesa para anular a liminar, aguardando o julgamento definitivo pela Quinta Turma do STJ.





