Dorner volta atrás e suspende tramitação da reforma administrativa

Presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, protesta na sessão contra reforma administrativa (foto: Bom Dia MT)
Espaço Patrocinado

O prefeito de Sinop, Roberto Dorner, voltou atrás e anunciou a suspensão da tramitação da reforma administrativa nesta segunda-feira (18). Durante a sessão da Câmara de Vereadores, realizada ontem, servidores protestaram contra o projeto, que propôs alterações no plano de carreira e a criação de cargos comissionados.

A Reforma Administrativa foi elaborada após dois anos de estudos por uma empresa terceirizada. O vereador Juventino Silva, líder da base de Roberto Dorner na câmara, afirmou que a proposta não era o que o prefeito esperava. “Não era isso que o prefeito estava esperando como primeiro documento, embora seja o primeiro. Não era isso que ele estava esperando.”

Vereador Juventino Silva, líder da base de Roberto Dorner (foto: Ademir Inacio Specht)

O parlamentar ainda afirmou que a prefeitura vai recomeçar o processo, podendo criar o novo estudo internamente ou contratar outra empresa. Os custos aos cofres públicos com a elaboração da reforma administrativa foram apontados pelo vereador da oposição, Mário Sugizaki. “Foram gastos R$ 850 mil para fazer esse documento, dinheiro jogado fora, que não serve. Então, eu quero perguntar, com o que essa gestão está preocupada?”, criticou.

Servidores protestam contra reforma administrativa na Câmara Municipal (foto: Bom Dia MT)

Os principais pontos da reforma:

Segundo o presidente do Sintep-MT, professor Valdir Pereira, o texto da reforma previa a imposição de um limite de 16,5% de servidores por ano que poderiam ter acesso à progressão de carreira, independentemente do tempo de serviço.

Além disso, a proposta também restringia o avanço na carreira dos servidores com novas qualificações, como mestrado e doutorado, exclusão dos trabalhadores da educação de apoio das carreiras e criação de novos cargos comissionados na Secretaria Municipal de Educação.

O líder sindical não descartou ainda uma paralisação caso o executivo mantenha o texto da proposta. “Se for necessário, estaremos prontos para uma paralisação por tempo indeterminado, se essa for a vontade da categoria”.