Dorner defende secretária de Saúde após denúncia de corrupção: ‘uma pessoa digna’

Roberto Dorner em entrevista nesta manhã - reprodução Bom Dia MT
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O prefeito Roberto Dorner (Republicanos) saiu em defesa da secretária de Saúde, Daniela Galhardo, afastada do cargo por determinação da Justiça, nesta quinta-feira (19), após ser alvo da operação que investiga um suposto esquema de corrupção na gestão da Saúde de Sinop.

“Ela é competente, é uma pessoa digna que eu acho que é, e eu ponho a mão no fogo pelos meus secretários” declarou em entrevista coletiva.

Daniela foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta manhã (19). A Justiça ainda decretou medidas cautelares que impedem a secretária de acessar as instalações administrativas da Saúde do Município e estabelecer contato com outros investigados.

Na entrevista, Dorner disse que Galhardo não será demitida, mas ficará temporariamente suspensa do cargo.

“A gente tem que fazer o seguinte, exonerar temporariamente a secretária Daniela, hoje eu a vi chorando dizendo que não deve nada, se não deve nada não precisa temer, seja afastada, faça o teu trabalho, se defenda, e a hora que for inocente, e a Justiça declarar inocente, volta para o cargo”, disse o prefeito.

A declaração de Roberto Dorner acontece após polêmica envolvendo a própria secretária com ataques preconceituosos à idade do gestor.

Daniela ainda é investigada pelo Ministério Público por suposta violação de princípios administrativos na administração municipal.

viatura e veículo descaracterizado no escritório de administração da UPA e unidades de básicas de saúde em Sinop – foto: Bom Dia MT

Operação ‘Cartão-Postal’

A operação deflagrada nesta manhã (19) pela Polícia Civil em Sinop apura um suposto esquema criminoso instalado na administração pública da Saúde do município. Ao todo, foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão, em Sinop, Várzea Grande, Praia Grande (SP) e São Vicente (SP), e seis prisões preventivas. A Justiça ainda determinou o bloqueio de R$ 87,4 milhões em contas e bens dos investigados.

A operação foi coordenada pelo Deccor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção) e denominada de ‘Cartão Postal’.