Operação que prendeu o ‘maior devastador’ da Amazônia cumpre mandados de busca e apreensão em Sinop

Foto: Divulgação/Polícia Federal
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A operação da Polícia Federal que prendeu o homem apontado como um dos maiores grileiros da Amazônia e o maior desmatador individual do bioma, na manhã desta quinta-feira (03), teve dois mandados de busca e apreensão cumpridos em Sinop. Os investigados são suspeitos de integrar o grupo criminoso que devastou 6.500 hectares de floresta.

A PF não revelou os locais que ocorreram o cumprimento das ordens judiciais em Sinop, mas informou que o pecuarista Bruno Heller, de 71 anos, é o alvo principal da operação.

Conforme a investigação, o suspeito se apossou de terras da União nas margens da BR-163 aos longos dos últimos 20 anos. As áreas públicas foram distribuídas a seus parentes e registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Desde então, Heller e a família construíram um império e são considerados os maiores pecuaristas da região de Novo Progresso (PA). No total, a PF confisou 16 fazendas e 10 mil cabeças de gado.

Na chamada Operação Retomada, agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão nos municípios de Novo Progresso (PA) e Sinop (MT) — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Os materiais apreendidos em Sinop foram encaminhados a Delegacia de Polícia Federal para as investigações.

Quem é Bruno Heller?

Segundo as investigações, nos anos 2000, ele e a sua família saíram da região Sul e começaram a se apossar de terras da União. Em um primeiro momento, o grupo familiar atuou no ramo de extração de madeira. Depois, migrou para a criação de boi . Conforme as apurações, o alvo chegou a desmatar uma área de 2.710 hectares em apenas três meses em 2021, o que demandaria bastante investimento.

Durante o mandado de busca e apreensão cumpridos na casa do alvo, foram apreendidos uma espingarda com registro irregular e um saco com 350 gramas de ouro em estado bruto, o que indica que o material tenha vindo de garimpos ilegais.

Ouro encontrado com o suspeito durante cumprimento de mandados de busca e apreensão, em operação que investiga grilagem de terras — Foto: Ascom PF-PA

Além do ouro e da arma, a PF também localizou R$ 125 mil em espécie escondidos em um fundo falso de armário, entre o montante, havia notas de dólar e euros. Procurada, a defesa do investigado não se manifestou.

 

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