Defesa de sobrinho que arrancou o coração da tia pede transferência para prisão domiciliar

Defesa de Lumar Costa da Silva pede substituição da prisão cautelar pela prisão domiciliar — Foto: Portal Sorriso
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O advogado de defesa de Lumar Costa da Silva, acusado de arrancar o coração da própria tia, pediu a substituição da prisão cautelar pela prisão domiciliar nessa segunda-feira (8). O pedido foi feito com a justificativa da incapacidade do estado de oferecer o tratamento adequado no presídio. O crime ocorreu no dia 2 de julho de 2019 e, em agosto de 2022, a Justiça decidiu pela absolvição do réu devido ao laudo de instabilidade mental.

Lumar está na penitenciária Osvaldo Florentino Leite, conhecida como “Ferrugem”, em Sinop. Com a absolvição, ficou determinado que ele deveria ser encaminhado para o Hospital Psiquiátrico Estadual, para que pudesse ter acompanhamento psiquiátrico.

Lumar Lopes, de 28 anos, confessou o crime à família em Sorriso — Foto: Arquivo pessoal

Por ofício, divulgado em 24 de fevereiro, o hospital psiquiátrico informou que não é possível fazer o atendimento de Lumar, pois não dispõe de vagas para a internação de pacientes em cumprimento de medida de segurança. O local possui apenas 10 vagas masculinas e 2 femininas para esse atendimento exclusivo.

De acordo com a defesa, a unidade prisional não possui ala para tratamento psiquiátrico e, por isso, Lumar não tem acesso ao tratamento adequado e recomendado para a recuperação. Ainda segundo o pedido, apenas separar ele dos demais, restringindo a sua locomoção física, não irá surtir o efeito que a sociedade espera.

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O CRIME

Lumar tinha se mudado para Mato Grosso quatro dias depois de tentar matar a mãe dele em Campinas, São Paulo. O delegado, à época, André Ribeiro, classificou o rapaz como ‘repugnante, monstro e perturbado’.

Maria Zélia da Silva, de 55 anos, foi assassinada em Sorriso — Foto: Arquivo pessoal

De acordo com a Polícia Civil, Lumar chegou em Mato Grosso no dia 28 de junho de 2019 para morar com a tia e, no mesmo dia que chegou, entregou currículos na cidade.

Ele é usuário de drogas e começou a usar entorpecentes na casa da tia. Religiosa, a vítima se sentia incomodada. A família, então, arrumou uma quitinete para ele e o rapaz se mudou.

Em depoimento na Polícia Civil, ao sair da delegacia, afirmou à imprensa que ouviu ‘vozes’ que o orientaram a cometer o crime. Ele confessou e disse não estar arrependido.

Oito dias depois foi transferido para o presídio ‘Ferrugem’, em Sinop. Durante a transferência, Lumar foi flagrado por um agente tentando enforcar outro preso dentro do camburão onde eram transportados.