PMs e suspeitos de roubo com reféns têm prisão mantida após assalto em Brasnorte

quadrilha assalta banco e foge com reféns em MT
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Seis dos 14 presos por envolvimento no assalto a uma agência do Sicredi, em Brasnorte, a 410  km de Sinop, tiveram as prisões mantidas pela Justiça de Mato Grosso. As audiências de custódia foram realizadas no domingo (3) e as decisões divulgadas pelo Ministério Público do Estado (MPMT) nesta segunda-feira (4).

Entre os que tiveram a prisão convertida em preventiva estão os quatro homens que participaram diretamente do roubo e levaram dois funcionários como reféns, além de dois cabos da Polícia Militar suspeitos de facilitar a fuga da quadrilha. Todos foram presos no sábado (2).

Assalto atinge agência do Sicredi em MT

Segundo o MPMT, o grupo demonstrou “alto grau de periculosidade”, com emprego de violência armada, uso de reféns e apoio logístico. O caso mobilizou mais de 100 agentes das forças de segurança de Mato Grosso.

As investigações apontam que o crime foi planejado com cerca de 20 dias de antecedência e contou com apoio de empresários, moradores e um agiota. Um dos carros usados na fuga foi incendiado para despistar a polícia. A quantia levada ainda não foi recuperada.

De acordo com a Polícia Civil, apesar do uso de armas longas e reféns, a ação não se enquadra no chamado “novo cangaço”.

No caso dos policiais militares presos, a análise foi feita com base no Código Penal Militar. Eles foram encaminhados a unidades específicas para custódia de PMs.

Os presos foram autuados por roubo majorado, associação criminosa armada e sequestro. As investigações continuam para localizar o dinheiro roubado e identificar outros possíveis envolvidos.