Uma construtora de Nova Mutum foi condenada a pagar R$ 10 mil em danos morais a um montador de estruturas metálicas que sofreu racismo enquanto trabalhava em Sinop. O caso aconteceu em março de 2024, quando um encarregado se referiu ao colega como “aquele pretinho”.
O montador buscou apoio da empresa, mas foi orientado a resolver o caso por conta própria. Ele registrou um boletim de ocorrência e voltou a relatar o episódio à empresa, sem receber resposta. Dias depois, foi transferido para Nova Mutum, perdendo o adicional de ajuda de custo. Insatisfeito, pediu demissão.
A juíza Cláudia Servilha, da Vara do Trabalho de Nova Mutum, rejeitou a defesa da construtora, que alegou que o trabalhador não era alvo de ofensas constantes. Segundo a magistrada, as falas racistas atingiram todos os trabalhadores negros presentes e violaram a dignidade do montador.
A decisão de primeira instância permite recurso ao Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT).





