Mãe busca justiça por jovem queimada pelo ex-namorado em Mato Grosso

Juliana Valdivino da Silva, vítima do crime (Foto: Reprodução)
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“Tenho brigado muito por justiça, tenho perturbado mesmo o delegado.”

Essas são as palavras de Rosicléia Magalhães, mãe de Juliana Valdivino da Silva, de 18 anos, morta após ser atacada pelo ex-namorado Djavanderson Oliveira de Araújo, de 20 anos, em Paranatinga.

Juliana queria terminar o relacionamento e, segundo a mãe, chegou a pedir uma medida protetiva contra ele. Em 9 de setembro, Djavanderson atraiu a jovem até sua casa, onde comprou 12 litros de álcool e, ao encontrá-la, jogou o líquido sobre ela e ateou fogo. Juliana foi internada em estado grave no Hospital Municipal de Cuiabá, onde lutou pela vida por 16 dias.

Juliana havia decidido terminar o relacionamento, mas, no dia 9 de setembro, foi atraída pelo ex até a casa dele sob a justificativa de uma conversa. No local, Djavanderson tinha comprado 12 litros de álcool. Assim que ela chegou, ele jogou o líquido sobre a jovem e ateou fogo. Ele também ficou ferido e foi internado no mesmo hospital, onde permanece sob escolta policial.

A mãe acompanha de perto o andamento do caso e cobra respostas. Segundo Rosicléia, Djavanderson, mesmo sob custódia, tem acesso a aparelhos eletrônicos e chegou a enviar uma solicitação de amizade para um parente de Juliana, causando revolta na família.

“O que me deixou indignada é ele ter acesso a telefone, porque me falaram que ele tava com um tablet na mão, e como prova disso, ele usa o perfil da foto dele como casal com a minha filha, e mandou solicitação de amizade pra uma pessoa da nossa família. E eu fiquei indignada com isso”, diz Rosicléia, que afirma já ter informado o delegado responsável.

Para ela, o caso da filha não pode cair no esquecimento. A luta, segundo a mãe, é para que o crime seja amplamente divulgado e julgado, na esperança de que outros casos possam ser evitados. Determinada, ela afirma que pretende estar presente no julgamento do acusado.

“E eu quero que esse caso da Juliana seja divulgado sempre que puder, pra que não seja esquecido. Eu quero estar lá no dia do julgamento, presente, se Deus quiser”, conclui.

Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil ainda não havia respondido ao pedido de informações sobre o andamento do caso.