Nove meses após um dos crimes mais chocantes da história de Sorriso, Regivaldo Batista Cardoso, caminhoneiro e pai de família, retornou ao Parque Ecológico, onde costumava passear com a esposa, Cleci Calvi Cardoso, de 46 anos, e suas três filhas, Miliane Calvi Cardoso, de 19 anos, e duas menores de 12 e 10 anos. No local, que antes era palco de momentos com a família, ele fez um apelo emocionado por justiça e segurança.
Regivaldo, que teve perda brutal de sua família, publicou um vídeo nas redes sociais relembrando os momentos que compartilhava no parque com a esposa e filhas. “Era pertinho de casa, de onde a gente morava. Vim dar uma lembrada, ver onde a gente ficava. Elas corriam, brincavam aqui”, disse ele.
O crime aconteceu entre a noite de 24 e a madrugada de 25 de novembro de 2023, quando o pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos invadiu a casa da família e cometeu uma série de atos, culminando no assassinato de Cleci e das três filhas. O acusado foi denunciado pelo Ministério Público por quatro homicídios qualificados e três estupros, incluindo a qualificadora de feminicídio. O Judiciário já determinou que ele seja julgado em júri popular, embora a data do julgamento ainda não tenha sido definida.

Regivaldo aproveitou o vídeo para cobrar uma resposta mais firme contra a criminalidade, que, segundo ele, está crescendo em Sorriso. “Hoje só temos saudades, vontade de ver elas, poder dar um abraço, enfim, estamos aí brigando por justiça e queremos ver esse cara condenado”, afirmou. “Ainda essa semana teve a tentativa de estupro de mais uma mulher… Sorriso é capital do agro e está sendo a capital do crime também.”
Regivaldo encerrou o vídeo fazendo um apelo à sociedade, principalmente em tempos de eleições, para que cobrem ações concretas dos candidatos em relação à segurança pública: “Não está fácil, a sociedade precisa agir nessas eleições, cobrar os candidatos, fazer coisas diferentes e trazer segurança para nossa sociedade. Não é fácil não, só a gente sabe o que a família está passando, tanto da minha parte quanto da minha sogra. É revolta, dor, saudade. Está na hora da gente correr atrás de segurança para gente”.





