O Conselho Tutelar foi acionado duas vezes para acompanhar a situação de uma menina de 2 anos que morreu por asfixia, em Sinop, no último domingo (20). Um dos atendimentos ocorreu menos de um mês antes da morte.
A criança tinha paralisia cerebral e usava sonda e fórmula para alimentação. Segundo o Conselho Tutelar, um dos acionamentos aconteceu quando ela estava internada no Hospital Regional de Sinop, após suspeitas de negligência e desnutrição.
De acordo com o órgão, durante os atendimentos não foi identificada nenhuma situação que colocasse a integridade da menina em risco. A mãe recebeu um termo de advertência e a avó da criança foi procurada. Segundo o Conselho, ela informou que ajudava a família.
No domingo, o pai, de 20 anos, levou a menina para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), por volta das 7h, mas ela já chegou morta. Segundo a Polícia Civil, a equipe médica informou que a criança apresentava sinais de morte havia pelo menos uma hora e estava em condições inadequadas de higiene.
O laudo necroscópico apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica aguda provocada por constrição no pescoço. O exame também indicou que a menina estava em estado crônico de subnutrição e desidratação.
Aos policiais, os pais disseram que a criança havia sido vista com vida durante a madrugada. Entre 5h e 6h, eles perceberam que ela não respondia mais.
O pai foi preso em flagrante por homicídio qualificado e maus-tratos. A mãe, de 17 anos, foi responsabilizada por ato infracional semelhante aos mesmos crimes.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) continua investigando o caso.





