Ex-prefeito de MT que matou jovem em situação de rua a tiros vai a júri popular, decide Justiça

ex-prefeito de Arenápolis, José Carlos Biato. — Foto: Reprodução
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O ex-prefeito de Arenápolis, José Carlos Biato, réu pela morte de um jovem em situação de rua em 2015, teve um pedido negado pela Justiça de Mato Grosso. Ele queria derrubar os agravantes do crime, mas o relator do caso entendeu que o homicídio foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Com a decisão, assinada na última sexta-feira (27), o réu deve seguir para júri popular.

O crime aconteceu em junho de 2015, quando Jeanderson da Silva, de 20 anos, foi morto com tiros dentro de um posto de combustíveis. De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso, o jovem havia chegado na cidade em busca de trabalho e, sem ter onde ficar, foi até o posto para tomar banho.

A atendente do estabelecimento ficou com medo de ser assaltada e entrou em contato com o gerente e com o dono do posto, que era José Carlos Biato. Segundo a denúncia, o ex-prefeito entrou no banheiro onde Jeanderson estava e efetuou disparos contra o jovem, fugindo em seguida em seu carro.

A defesa de José Carlos afirmou que ele agiu para impedir um crime e proteger seu patrimônio, o que, segundo os advogados, não caracteriza motivo fútil. A defesa também sustentou que a vítima foi atingida por um único disparo, de frente e com a arma encostada no corpo, e que saiu do local consciente, o que afastaria a tese de que teria sido surpreendida.

No entanto, o colegiado de desembargadores entendeu que o acusado agiu apenas com base na suspeita de que a vítima pudesse cometer um assalto. Os magistrados destacaram ainda que Jeanderson estava despido e tomava banho no momento do crime, o que reforçou o entendimento de que ele estava em situação vulnerável.

“Ante todo o exposto, rejeito a preliminar de nulidade suscitada pela defesa e, no mérito, nego provimento ao recurso em sentido estrito interposto por José Carlos Biato, mantendo incólume a decisão de pronúncia”, concluiu o documento. O g1 tenta localizar a defesa do ex-prefeito para comentar a decisão.