Sindjor pede abertura de sindicância contra vereador em Sinop

Vereador Marcos Vinicius e jornalista Leandro Lima (montagem/reprodução)
Espaço Patrocinado

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) entrou com uma ação disciplinar contra o vereador de Sinop Marcos Vinicius Borges (PSDB), pedindo a abertura de uma sindicância ou inquérito para apurar uma possível quebra de decoro parlamentar. O caso se originou de um comentário feito pelo parlamentar nas redes sociais que atingiu a honra do jornalista Leandro Lima, proprietário do site Olhar Cidade.

A polêmica começou quando o vereador comentou em um post do jornalista: “Está frio lá? Porque ele está tremendo?”. A mensagem, rapidamente apagada, foi interpretada como uma ofensa direta à condição de saúde de Leandro Lima, que possui tremor essencial, um distúrbio neurológico que causa tremores incontroláveis. O jornalista, que se sentiu vexado e discriminado, registrou um boletim de ocorrência para documentar o caso.

De acordo com o sindicato, em vez de se retratar, o vereador Marcos Vinicius reiterou a ofensa durante a sessão da Câmara na última segunda-feira (22). Ao usar a expressão “vitimismo” para se referir à situação, o parlamentar afirmou que “resguardaria” sua posição por acreditar na Justiça, mas fez questão de mencionar que o jornalista “responde por transfobia” por supostas palavras proferidas em seu canal. Em outro momento, ele havia questionado a validade das provas, classificando o boletim de ocorrência como “versão unilateral” e prints de telas como “a mais frágil das provas”.

O vereador também negou a autoria do comentário em entrevista à imprensa, afirmando que sua conta pode ter sido utilizada por terceiros e  também afirmou que não recebeu comprovação da veracidade do print da publicação.

O pedido do Sindjor, assinado pelo presidente Itamar Perenha, baseia-se no regimento interno da Câmara. Os artigos citados preveem penalidades que podem variar de uma censura escrita até a suspensão temporária do mandato por até 120 dias, podendo chegar à cassação. A decisão sobre aceitar ou não a representação cabe agora ao presidente da Casa, Remídio Kuntz. Se acatado, o caso será enviado à Corregedoria, que será conduzida pelo vereador Moisés Tavares, corregedor substituto. O corregedor titular, Marcos Vinicius, é justamente o alvo da denúncia, o que exigiu essa substituição.