Um relatório preliminar da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) aponta que os seis macacos-prego mortos no início do mês, em Sinop, podem ter sido envenenados com substâncias que afetam o sistema nervoso.
Segundo os pesquisadores, os animais ingeriram frutas, como bananas, que tinham compostos chamados inibidores de colinesterase. Essas substâncias interferem nos impulsos nervosos e são comuns em venenos e agrotóxicos.
O relatório foi feito por professores da UFMT. Eles analisaram o sangue de dois macacos mortos e compararam com um que sobreviveu e com outro saudável. A comparação confirmou a suspeita de envenenamento.
A professora Elaine explicou que o relatório já foi enviado à Secretaria de Meio Ambiente de Sinop. Ele também será encaminhado ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de MT), ao Lasa (Laboratório de Apoio à Saúde Animal) e à Politec. Os resultados finais devem sair até a primeira quinzena de julho.
Enquanto isso, o Parque Florestal, onde os macacos viviam, segue fechado por precaução.
Os animais foram encontrados entre os dias 9 e 10 de junho, na avenida das Sibipirunas e nas ruas das Sálvias e Umaris. Eles apresentavam dificuldade para se mover e respirar, convulsões e sangramento pelo nariz e boca, antes de morrerem.
Das sete vítimas, quatro eram machos jovens, duas fêmeas adultas e um macho adulto sobreviveu.





