A Perícia Oficial (Politec) confirmou que o médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, de 29 anos, atirou de forma voluntária contra a namorada, a adolescente Kethlyn Vitória de Souza, de 15 anos, em Guarantã do Norte, a 232 km de Sinop. O disparo aconteceu no começo do mês dentro de um carro. O médico está preso.
Inicialmente, a Politec havia dito que o tiro foi acidental, mas agora corrigiu: o disparo só seria acidental se tivesse ocorrido sem apertar o gatilho, o que não foi o caso. A arma estava funcionando normalmente e o tiro foi causado por quem a segurava.

Segundo a Polícia Civil, o médico foi indiciado por feminicídio e mais cinco crimes. Ele assumiu o risco ao “brincar” com a arma perto da vítima, sem garantir a segurança dela.
No dia do crime, Bruno levou a namorada até o hospital com um tiro na cabeça. Testemunhas contaram que ele estava muito nervoso e tentou quebrar janelas e portas ao saber da morte da jovem. A equipe médica tentou reanimá-la por cerca de 40 minutos, mas ela não resistiu.

O suspeito contou à polícia que a adolescente estava sentada no colo dele, dirigindo o carro, e que ele estava com a arma na mão. Ele disse que tentou atirar para fora do carro, mas o disparo não saiu. Quando foi ver o que havia acontecido, a arma disparou e acertou a cabeça da adolescente.

A defesa do médico afirma que o tiro foi acidental e que ele havia bebido no dia do crime. Bruno não tem porte de arma.
Um vídeo publicado nas redes sociais antes do crime mostra o médico brincando com a arma ao lado de Kethlyn.





