Rosana Martinelli toma posse no senado e pede anistia

Senadora Rosana Martinelli (PL-MT) toma posse — Foto: Pedro França/Agência Senado
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Rosana Martinelli (PL), ex-prefeita de Sinop, tomou posse como senadora nesta quarta-feira (12). Durante o discurso de posse, Martinelli defendeu a anistia – perdão oficial – para os investigados pelos atos de 8 de janeiro.

Martinelli també é investigada por suposta participação nos ataques que depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Ela é a segunda suplente do senador Wellington Fagundes (PL), que se licenciou por 120 dias para tratamento de saúde.

Em discurso no plenário, Martinelli, que teve as contas bloqueadas e está com o passaporte retido, pediu justiça para o setor do agronegócio e respeito do governo ao Congresso Nacional. “Precisamos trazer justiça para o setor do agro, que gera riqueza, que alimenta o brasil e emprega tanto. Então vamos, temos, que caminhar com força e união e que esse governo respeite essa casa e respeite todo congresso nacional”

A parlamentar defendeu a anistia aos presos que invadiram os prédios dos Três Poderes.

Em outro momento do discurso, Martinelli criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ordenou o bloqueio de suas contas e a retenção de seu passaporte, classificando a medida como censura do STF. “Me solidarizo com todos aqueles que tiveram seus direitos violados e espero que esta casa continue ajudando todos os patriotas que querem e lutaram pela liberdade e ainda estão com esse direito impossibilitado de ter essa liberdade.”

Um projeto de anistia, proposto por Hamilton Mourão (Republicanos-RS), está atualmente em tramitação no Senado.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que a senadora assumiu o mandato no momento em que o parlamento discute “a anistia” para os investigados pelos atos de 8 de janeiro.

Martinelli recebeu apoio de parlamentares de diversas posições políticas, incluindo o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, que participou da cerimônia de posse.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se posicionou contra a anistia e já afirmou que os eventos de 8 de janeiro “jamais devem ser esquecidos”. Ele defende a punição dos responsáveis pelos atos de vandalismo.