Profissionais da Saúde de Sinop se reuniram nesta segunda-feira (27) durante a sessão ordinária da Câmara Municipal para protestar contra a reforma proposta pelo IDEAS (Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde), que assumiu a gestão da Saúde de Sinop na última quarta-feira (23).
Atualmente, os profissionais que atuam nas unidades de saúde do município têm contratos pela CLT, mas a proposta do novo instituto é o pagamento por horas trabalhadas. A proposta retira direitos como férias, décimo terceiro e outros benefícios.

A técnica de enfermagem, Silva Oliveira, criticou as condições oferecidas citando o pagamento de R$ 17 a R$ 18 por hora e afirmou: “Se não nos registrarem como CLT, falo por mim e pelos colegas, não vamos trabalhar. Já há falta de funcionários. Hoje, em um setor, ninguém foi trabalhar, e provavelmente continuará assim, pois não nos deram uma data para a resposta.”
O vereador líder do prefeito na Câmara, Célio Garcia (União), comentou: “Eu acho que eles estão reivindicando o que é de direito deles. Eles não acharam interessante a proposta pelo atual instituto, e cabe a nós ouvi-los de forma sábia e procurar um entendimento”.

Durante a sessão, o vereador Mário Sugizaki (Podemos) apresentou um requerimento ao TCE e ao MP para suspender a nova Organização Social de Saúde (OSS). “Estou propondo aos vereadores que quiserem assinar este documento suspendendo essa OSS e que o município assuma o serviço de saúde”.

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Sinop não se manifestou até esta publicação. A reportagem não obteve sucesso no contato com o Instituto IDEAS.





