Comandante geral da PM de MT rebate acusações sobre ocorrências que terminaram em mortes

Diego Kaliniski e Pablo Ferreira foram mortos em abordagem da polícia – reprodução
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O comandante geral da Polícia Militar do estado, Alexandre Corrêa Mendes, em entrevista, rebateu as acusações sobre a intervenção policial que resultaram nas mortes dos jovens Diego Kaliniski, de 26 anos, em Vera, e Pablo Ferreira de Carvalho da Silva, de 25 anos, em Cuiabá.

A respeito da morte de Pablo Ferreira, no último domingo (12), após o jovem ter tido um surto psicótico e a mãe ter acionado a polícia, que o matou a tiros, o comandante afirmou que este problema não fica restrito apenas à segurança, mas sim à saúde pública no estado.

Comandante geral da PM Alexandre Corrêa Mendes — arquivo

“Infelizmente, aconteceu essa tragédia em que mais um jovem se envolveu com drogas e buscaram a polícia para resolver. É uma clínica, pública ou privada, para cuidar dessas pessoas”, afirmou.

Jovem em surto foi morto dentro de residência ao ameaçar policiais com uma picareta – reprodução

Questionado acerca da abordagem dos policiais no caso em Vera, no qual o jovem Diego morreu ao ser baleado pela PM depois de resistir à prisão, no penúltimo domingo (5), o comandante destacou que o contingente mínimo de agentes e a atuação do poder público do município influenciaram no desfecho do caso.

Jovem morreu com 3 tiros após agredir policiais durante abordagem de som alto – reprodução

“Tínhamos somente dois policiais para conter 12 pessoas, que poderiam ter ajudado o policial e a vítima para que não houvesse essa violência naquele local. Penso que aquelas pessoas que estavam lá filmando a situação para querer seguidores também são responsáveis. Nenhum policial sai para trabalhar com intenção de matar alguém e nem o jovem sai para se divertir para voltar dentro de um caixão”, afirmou.

Jovem agrediu policiais e foi alvejado com 3 tiros – reprodução

O comandante ressaltou que o pouco efetivo de policiais nos municípios é uma realidade no estado.

Armas não letais

Uma saída para evitar que ocorrências terminem em mortes, de acordo com o comandante, seria o uso de armas não letais. Conforme o coronel, cerca de 800 unidades de armamento deste tipo serão entregues entre março e abril para todo estado.