A Justiça converteu em preventiva a prisão de Vilso Gabriel Brancalione, delegado suplente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso), pelo furto de pneus para incendiar trechos da BR-163, em Nova Mutum, e por trocar tiros com a Polícia Militar. A decisão é do juiz federal Jeferson Schneider.
A decisão também autoriza acesso aos dados telefônicos dos celulares dos investigados e a expedição de ofício à Receita Federal para identificar o proprietário da caminhonete usada no crime.
Além do delegado, Felipe Carvalho Duffeck, e João Pedro de Lima Ceolim, envolvidos no crime, também permanecem presos.

O juiz também apontou na decisão, que os atos cometidos são considerados “violência político-partidária”
“Há fortes indícios de que os delitos foram motivados pela insatisfação dos investigados com o resultado das últimas eleições presidenciais e a busca por sua reversão antidemocrático, conforme se observa dos depoimentos dos investigados”, diz trecho da decisão.

Os três suspeitos foram presos na quarta-feira (23). A polícia também apreendeu uma caminhonete, a arma usada pelo trio, celulares e bebida alcoólica.
O que diz a defesa do acusado
À reportagem, o advogado do acusado, Leonardo Bernazzolli, informou que nega os fatos descritos pela Polícia Militar no boletim de ocorrência, que a defesa segue a liturgia do processo e se resguarda a prestar os esclarecimentos à Justiça.

Polícia Militar
No boletim de ocorrência, consta que os 3 suspeitos foram presos depois de furtar pneus, incendiar trechos da BR-163 e trocar tiros com a PM. Um vídeo mostra os três e outras pessoas em uma borracharia, onde, segundo a polícia, o grupo ameaçou uma mulher com uma arma.
Após serem informados sobre o crime, os policiais começaram o patrulhamento e encontraram, ainda conforme o boletim de ocorrência, vários pontos da rodovia incendiados até conseguirem localizar os suspeitos, que entraram em uma caminhonete e, durante perseguição, atiraram contra a PM, que revidou.

O veículo foi encontrado em uma propriedade rural, onde o trio se entregou, após negociações com a PM.





